quinta-feira, 3 de maio de 2012
Aí o telefone tocou. Deixei tocar. Nunca atendia ao telefone na parte da manhã. Tocou cinco vezes e parou. Eu estava sozinho comigo mesmo. E, por mais repugnante que fosse, era melhor que estar com alguém, qualquer um, todos lá fora fazendo seus pequenos truques e piruetas. Puxei as cobertas até o pescoço e esperei. Decidi ficar na cama até o meio-dia. Talvez então a metade do mundo estivesse morta e ele seria menos difícil de enfrentar.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
“Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte… Mário de Andrade afirmava: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso.É estar perto das pessoas que amamos, que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva, e as mágoas que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los. É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las.
domingo, 15 de abril de 2012
A Síndrome dos vinte e tantos
A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’. ..
E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30? Assim tão rápido?
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’. ..
E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30? Assim tão rápido?
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Esperamos e esperamos. Todos nós. Não saberia o analista que a espera é uma das coisas que faziam as pessoas ficar loucas? Esperavam para viver, esperavam para morrer. Esperavam para comprar papel higiênico. Esperavam na fila para pegar dinheiro. E se não tinham dinheiro, precisavam esperar em filas mais longas. A gente tinha de esperar para dormir, e esperar para acordar. Tinha de esperar para se casar, e para se divorciar. Esperar pela chuva e esperar pelo sol. Esperar para comer e esperar para comer de novo. A gente tinha de esperar na sala de espera do analista com um monte de doidos, e começava a pensar se não estava ficando doido também.
“Você pode não ser o primeiro homem dela, o último homem dela ou o único homem dela. Ela amou antes, pode ser que ela ame de novo. Mas se ela te ama agora, o que mais importa? Ela não é perfeita - você também não é, e vocês dois podem nunca ser perfeitos juntos, mas se ela te faz rir, te faz pensar duas vezes, e admite ser humana e cometer erros, segure-se a ela e dê a ela o máximo que você puder. Ela pode não estar pensando em você a cada segundo do dia, mas ela te dará uma parte dela que ela sabe que você pode quebrar - o coração dela. Então não machuque ela, não mude ela, não analise e não espere mais do que ela pode dar. Sorria quando ela te fizer feliz, diga a ela quando ela te deixar com raiva, e sinta a falta dela quando ela não estiver por perto.”
sexta-feira, 6 de abril de 2012
tempo de despedida
Amanhã é páscoa.
E um dia como a páscoa me remete boas lembranças da minha infância: acordar de manhã cedinho, me encher de casacos e correr casa afora procurando nos lugares mais imagináveis e incabíveis a minha cestinha de páscoa. Era um ritual delicioso de todo segundo domingo de abril, e tanto me marcou que consigo sentir até o cheiro da tinta das casquinhas pintadas numa bagunça de cores mescladas e tons pastéis.
Adorava a idéia do coelhinho da páscoa lembrar de todas as criancinhas e ter uma paciência danada para esconder cada cestinha em um lugar muito criativo. Já cheguei a achar a minha cesta dentro de uma máquina de lavar roupas, em cima de uma árvore, e até, num armário abandonado dentro de um rancho velho atrás da casa do meu avô, coberto por tiras de papéis coloridos. Era uma tarefa árdua, mas nunca desistíamos, e quem encontrasse a sua cesta primeiro, ajudava o outro a procurar.
Ano após ano, ainda me recordo da maioria das alegrias nas manhãs de páscoa. Mas em em tempos recentes, lamento muito pela páscoa ter que me recordar também, a partir de agora, coisas nem tão boas assim.
Fomos até aonde podíamos ir, com muito esforço, chegamos até aqui, com boas e más recordações um do outro, para guardar ou simplesmente deixar com que o tempo as arranque de nossas lembranças. Talvez possa arriscar a dizer que não vão nos acrescentar nada.
Jamais vou entender como alguém com quem sonhamos em ter ao nosso lado todos os dias, que te arranca sorrisos mesmo quando se está só, e que por fim, é o motivo pelo qual você acorda todos os dias feliz da vida, pode ser o mesmo alguém que te coloca no chão em segundos. Quase como do gelo ao fogo, do paraíso ao inferno.
Como o amor pode te tornar uma pessoa completamente mudada, madura e torturante ao mesmo tempo.
Eu não te julgo por você não me compreender. Por você não entender minha dor, minha mágoa e ressentimentos. Não te julgo por não ser paciente e não ter a sensibilidade de perceber quando preciso ser acolhida. Afinal, sem querer ser injusta, pouco sabe você sobre o que é querer ficar mesmo quando não se tem mais esperanças. Pouco sabe você, que mesmo assim, lá no fundinho, eu acreditava que seria diferente, que da próxima vez tudo mudaria. Mas esse sentimento era varrido e tirado a força de mim a cada vez que você me dilacerava novamente. Acabei me acostumando a esse ciclo, pois era o que sempre acontecia... Mesmo esperando o melhor, bem lá no fundinho, o pior sempre acontecia.
Se você tivesse parado, alguma vez, pra pensar no esforço que eu fazia pra querer ficar ao teu lado... No esforço que eu fazia pra querer acreditar numa palavra tua. Eu travava uma batalha contra eu mesma. Minha cabeça automaticamente me fazia lembrar de todas as vezes em que acreditei nas tuas mentiras e no que poderia me acontecer se estivesse caindo em mais uma delas.
Se tivesse parado para pensar que mesmo muito magoada, todos os meus "chega pra lá" e momentos de acesso de raiva, não passavam de insegurança.
Eu só queria me proteger.
Eu não te culpo por nada disso. Talvez, se fosse eu no seu lugar, teria pulado pra fora do barco muito antes. Talvez eu te entenda, talvez... Mas talvez, eu me sinta magoada por ter permanecido ao teu lado nos maiores momentos de dificuldade. Não exijo essa reciprocidade, não te obrigo a nada e nem mesmo sinto que está em falta comigo. Mas de alguma forma acho injusto. Lógico, ninguém é obrigado a nada, ainda mais quando não se está disposto a ficar, a tentar ajudar e compreender.
Nunca entendi como pode mudar tanto. Algum dia escutei que você amadureceu, mas não compreendo como amadurecer pode ser sinônimo de desprezo. Nunca entendi como alguém que dizia que me amava 3x ao dia, pode me dizer que me ama por obrigação antes de dormir só por receio de acordar e talvez eu não estar mais aqui. Nunca entendi como alguém quem me colocava em seus planos futuros e dizia emocionado que, nunca imaginaria a sua vida sem mim, pôde tão facilmente me retirar da sua vida futura. Ou simplesmente, parar de demonstrar. Será que foi porque eu me expus demais? Será? Será que foi porque eu reagi demasiadamente sofrido aos teus erros e você se encheu? De alguma forma, não tive culpa. Nunca havia passado por tudo isso antes. Nunca havia sofrido dessa maneira tão intensa por alguém.
Mas acho que isso responde às tuas perguntas em relação as minhas mudanças de comportamento, a minha frieza. A minha mudança foi consequência da tua.
Você pode me achar ridícula. E se algum dia chegar a ler esse texto, me acharia desprezível. Uma tolice sem tamanho, totalmente desnecessário. Pode até ficar com ódio por expor isso a um blog sem acesso. E eu me sentiria totalmente vulnerável, por mais que já tenha me aberto com você inúmeras vezes sem sucesso e retorno. Mas tudo bem, os dois estão cansados, não é? Tudo bem...
Com a pessoa que você se transformou hoje, acho pouco provável que corra atrás. Antigamente dizia "Você me conhece, sabe que sempre vou". Sinceramente? Me perdoa. Eu não te conheço faz tempo. A cada dia te desconhecia mais. Hoje já não acredito que vá se arrepender de nada, já não duvido que tenha virado a página. Mas não me culpe por isso... pois você se encarregou de criar essa imagem de você a partir do dia que começou a me machucar demais, que começou a mentir pra mim. Levei muito tempo me recusando a acreditar naquela pessoa que descobri e ainda levo tempo para me recuperar disso tudo.
Espero que algum dia entenda minha dor.
A essa altura, sei que no fundo sabe que não temos mais como dar certo. Mas espero jamais ter que ouvir isso da sua boca, pois ainda o amo. Muito.
Me desculpa.
07/04
E um dia como a páscoa me remete boas lembranças da minha infância: acordar de manhã cedinho, me encher de casacos e correr casa afora procurando nos lugares mais imagináveis e incabíveis a minha cestinha de páscoa. Era um ritual delicioso de todo segundo domingo de abril, e tanto me marcou que consigo sentir até o cheiro da tinta das casquinhas pintadas numa bagunça de cores mescladas e tons pastéis.
Adorava a idéia do coelhinho da páscoa lembrar de todas as criancinhas e ter uma paciência danada para esconder cada cestinha em um lugar muito criativo. Já cheguei a achar a minha cesta dentro de uma máquina de lavar roupas, em cima de uma árvore, e até, num armário abandonado dentro de um rancho velho atrás da casa do meu avô, coberto por tiras de papéis coloridos. Era uma tarefa árdua, mas nunca desistíamos, e quem encontrasse a sua cesta primeiro, ajudava o outro a procurar.
Ano após ano, ainda me recordo da maioria das alegrias nas manhãs de páscoa. Mas em em tempos recentes, lamento muito pela páscoa ter que me recordar também, a partir de agora, coisas nem tão boas assim.
Fomos até aonde podíamos ir, com muito esforço, chegamos até aqui, com boas e más recordações um do outro, para guardar ou simplesmente deixar com que o tempo as arranque de nossas lembranças. Talvez possa arriscar a dizer que não vão nos acrescentar nada.
Jamais vou entender como alguém com quem sonhamos em ter ao nosso lado todos os dias, que te arranca sorrisos mesmo quando se está só, e que por fim, é o motivo pelo qual você acorda todos os dias feliz da vida, pode ser o mesmo alguém que te coloca no chão em segundos. Quase como do gelo ao fogo, do paraíso ao inferno.
Como o amor pode te tornar uma pessoa completamente mudada, madura e torturante ao mesmo tempo.
Eu não te julgo por você não me compreender. Por você não entender minha dor, minha mágoa e ressentimentos. Não te julgo por não ser paciente e não ter a sensibilidade de perceber quando preciso ser acolhida. Afinal, sem querer ser injusta, pouco sabe você sobre o que é querer ficar mesmo quando não se tem mais esperanças. Pouco sabe você, que mesmo assim, lá no fundinho, eu acreditava que seria diferente, que da próxima vez tudo mudaria. Mas esse sentimento era varrido e tirado a força de mim a cada vez que você me dilacerava novamente. Acabei me acostumando a esse ciclo, pois era o que sempre acontecia... Mesmo esperando o melhor, bem lá no fundinho, o pior sempre acontecia.
Se você tivesse parado, alguma vez, pra pensar no esforço que eu fazia pra querer ficar ao teu lado... No esforço que eu fazia pra querer acreditar numa palavra tua. Eu travava uma batalha contra eu mesma. Minha cabeça automaticamente me fazia lembrar de todas as vezes em que acreditei nas tuas mentiras e no que poderia me acontecer se estivesse caindo em mais uma delas.
Se tivesse parado para pensar que mesmo muito magoada, todos os meus "chega pra lá" e momentos de acesso de raiva, não passavam de insegurança.
Eu só queria me proteger.
Eu não te culpo por nada disso. Talvez, se fosse eu no seu lugar, teria pulado pra fora do barco muito antes. Talvez eu te entenda, talvez... Mas talvez, eu me sinta magoada por ter permanecido ao teu lado nos maiores momentos de dificuldade. Não exijo essa reciprocidade, não te obrigo a nada e nem mesmo sinto que está em falta comigo. Mas de alguma forma acho injusto. Lógico, ninguém é obrigado a nada, ainda mais quando não se está disposto a ficar, a tentar ajudar e compreender.
Nunca entendi como pode mudar tanto. Algum dia escutei que você amadureceu, mas não compreendo como amadurecer pode ser sinônimo de desprezo. Nunca entendi como alguém que dizia que me amava 3x ao dia, pode me dizer que me ama por obrigação antes de dormir só por receio de acordar e talvez eu não estar mais aqui. Nunca entendi como alguém quem me colocava em seus planos futuros e dizia emocionado que, nunca imaginaria a sua vida sem mim, pôde tão facilmente me retirar da sua vida futura. Ou simplesmente, parar de demonstrar. Será que foi porque eu me expus demais? Será? Será que foi porque eu reagi demasiadamente sofrido aos teus erros e você se encheu? De alguma forma, não tive culpa. Nunca havia passado por tudo isso antes. Nunca havia sofrido dessa maneira tão intensa por alguém.
Mas acho que isso responde às tuas perguntas em relação as minhas mudanças de comportamento, a minha frieza. A minha mudança foi consequência da tua.
Você pode me achar ridícula. E se algum dia chegar a ler esse texto, me acharia desprezível. Uma tolice sem tamanho, totalmente desnecessário. Pode até ficar com ódio por expor isso a um blog sem acesso. E eu me sentiria totalmente vulnerável, por mais que já tenha me aberto com você inúmeras vezes sem sucesso e retorno. Mas tudo bem, os dois estão cansados, não é? Tudo bem...
Com a pessoa que você se transformou hoje, acho pouco provável que corra atrás. Antigamente dizia "Você me conhece, sabe que sempre vou". Sinceramente? Me perdoa. Eu não te conheço faz tempo. A cada dia te desconhecia mais. Hoje já não acredito que vá se arrepender de nada, já não duvido que tenha virado a página. Mas não me culpe por isso... pois você se encarregou de criar essa imagem de você a partir do dia que começou a me machucar demais, que começou a mentir pra mim. Levei muito tempo me recusando a acreditar naquela pessoa que descobri e ainda levo tempo para me recuperar disso tudo.
Espero que algum dia entenda minha dor.
A essa altura, sei que no fundo sabe que não temos mais como dar certo. Mas espero jamais ter que ouvir isso da sua boca, pois ainda o amo. Muito.
Me desculpa.
07/04
terça-feira, 3 de abril de 2012
"No entanto, há um problema mortal aqui: sua beleza vai desaparecer, mas meu dinheiro não terá partido sem nenhuma boa razão. O fato é que minha renda poderia aumentar de ano para ano, mas você não pode ser mais bonita ano após ano. A não ser artificialmente, o que, de modo geral, é bem menos interessante."
sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
o que eu queria ouvir
Quero que você esqueça
Tudo ouviu de mim
Exceto o que lhe fez sentir-se bem e amada
Quero amor que sinto por você fale por si mesmo
Para que eu não precise admitir a profundidade desses sentimentos
E dizer essas palavras
Mas se for necessário, então é o que farei
Sem medir o efeito
Quero que você olhe para mim
E responda a pergunta
Ou confirme seu desejo e sentimento
Não quero demorar muito
Descrevendo o que sinto
Pois isso pode levar tempo
Mas a sua resposta
Se faz necessária para mim
Mas o que realmente desejo
Está em suas mãos
Em sua mente
Em seu rosto
Em seu corpo
Em seu amor eterno
Tudo ouviu de mim
Exceto o que lhe fez sentir-se bem e amada
Quero amor que sinto por você fale por si mesmo
Para que eu não precise admitir a profundidade desses sentimentos
E dizer essas palavras
Mas se for necessário, então é o que farei
Sem medir o efeito
Quero que você olhe para mim
E responda a pergunta
Ou confirme seu desejo e sentimento
Não quero demorar muito
Descrevendo o que sinto
Pois isso pode levar tempo
Mas a sua resposta
Se faz necessária para mim
Mas o que realmente desejo
Está em suas mãos
Em sua mente
Em seu rosto
Em seu corpo
Em seu amor eterno
E se eu pudesse, apagaria tudo. Cada momento de espera, de angústia, de incerteza, de dor, sofrimento... de mágoa.
Cada momento em que fui surpreendida por mais um erro teu. Mais um.
Momentos esses em que mais uma vez, me desvincilhei do meu próprio eixo e passei a agir em defesa dos teus atos.
Deixei de viver por mim. Deixei de viver pelas minhas escolhas.
E hoje, por fim, me tornei essa pessoa redundante e traumatizada, sentimentaloide, inconstante... torturante.
Cada momento em que fui surpreendida por mais um erro teu. Mais um.
Momentos esses em que mais uma vez, me desvincilhei do meu próprio eixo e passei a agir em defesa dos teus atos.
Deixei de viver por mim. Deixei de viver pelas minhas escolhas.
E hoje, por fim, me tornei essa pessoa redundante e traumatizada, sentimentaloide, inconstante... torturante.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas as coisas que me fascinavam e que no fundo,
sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?"
sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?"
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