segunda-feira, 30 de novembro de 2009

(…) 
Tristeza chega sem avisar, não tem pressa de ir embora. Se quiser se livrar deste momento difícil, carregar as baterias, corra para o mar. Ouça o barulho das ondas, sinta o vento te tocar e absorva a alegria que a natureza nos traz todos os dias.
Feche os olhos... respire fundo, sorria. Deixe uma onda te acertar. O vento leva tudo embora.

 

                           pesca

... mas você meu bem, você nunca foi um erro. você foi só uma decepção, lembra que eu te disse que não sei lidar com pessoas, porque elas sempre me decepcionam? então, se não me entediam, me decepcionam, pense que você pelo menos nunca, nunca me entediou e isso é mais do que eu posso dizer sobre a maioria das pessoas.

Não adianta...

Assim como o dia vira noite rapidamente, eu me desapego e me apego, eu deixo e sou deixada. Esqueço das tardes mais serenas em meio à tempestade e lembro de coisas que você jamais lembraria ou gostaria que eu lembrasse, e adivinhe: Eu sempre serei assim. Terei um lado que é apaixonado e apaixonável, dócil e amável, de outro lado há o orgulho, a frieza, o coração de pedra. Honestamente, depois de tanto procurar, descobri que a dor fica na linha muito fina, entre os dois, uma dor doce com muita amargura. Uma solidão mutável, mas constantemente dolorida. Uma parte só, de sozinha. Uma parte sozinha e outra cheia de pessoas. Uma parte minha que grita e chora, outra que ri e fala com vozes de veludo. O lado de cá que nunca se encontra com o lado de lá. Não adianta, não adianta. Sou dois lados, num lugar só. Não entra em equilíbrio e sim, sou desequilibrada, muitas vezes. Mas faço os dois lados entrarem em sintonia, faço a tempestade e o sol se juntarem, para timidamente, criarem o arco-íris.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quantas idéias passam pela sua cabeça numa sexta-feira cinzenta? Quantas linhas você escreve pela metade quando pensa em alguém? Quantas músicas você quer e depois esquece de ouvi-las? Quantos planos pra próxima segunda você é capaz de fazer? Até onde a imaginação acompanha a realidade sem fazer a gente se machucar? Quem estipulou a medida certa de um sonho?

Odeio a realidade das coisas.

"mesmo que a gente conseguisse construir o homem perfeito a partir do zero, ainda assim ele teria falhas. você tem que aceitar este fato se quiser preservar sua sanidade mental."

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Como arde, só!

- Quando é que vocês dois vão casar?
- A gente escolheu se respeitar, obrigado por perguntar.
Quando a raiva assume o comando dos sentimentos, o resultado sempre é arrependimento e mágoa. Nossas brigas são sempre um monólogo de frustrações sem argumentos. A lembrança do passado, a confusão do presente e a incógnita absurda do futuro. Nosso relacionamento é um misto de "tentar" e "deixar rolar". Você estava descongelando todo o medo de envolver-me com alguém novamente... já havia "nós" e até planos. Agora é aquela velha história de erros imperdoáveis que são perdoados, mas deixam instáveis os sentimentos. É mágoa... doeu. Mas dá um tempo que eu consigo de novo. Sua ânsia de descobrir sentimentos e a incapacidade de percebê-los. Você me lapida de forma errada, por isso não me vê brilhar.
Sua voz é gostosa aos meus ouvidos, tem o timbre certo pra me acalmar, mesmo quando gagueja tentando me xingar. Sua mão é macia e acaricia minhas costas, me livrando da angústia de uma vida cansada. Gosto dos seus dedos gelados, que fazem o corpo arrepiar. A forma como cheira meu perfume, distribuindo beijos em meu pescoço. Fico lembrando da primeira vez que nos beijamos... da intensidade que o tempo não levou de nosso desejo.
Digo ser uma pessoa decidida, mas sempre engasgo quando você pergunta o que realmente quero. Sabe... quando estamos juntos é isso o que quero: você "pra sempre", fazendo graça, rindo comigo, com carinho e beijinho. Quando sem você fico pensando se alguém poderia me fazer tão feliz quanto, me dar as mesmas emoções, despertar os mesmos sentimentos. Quando me trata bem, me apaixono. Quando me sinto rejeitada, me distancio. Quando é indiferente, tento entender. Quando me abraça, retribuo. É por isso que digo: tudo depende. Nosso relacionamento é confuso desde o início, sempre jogado por um terceiro motivo. Regado à bons momentos, que parecem em vão quando comparados a vaidade.
sabe, eu desejo que você fale. fale com a boca e com o coração. comigo. às vezes eu escuto sons vindo de você, mas eles são tão vazios.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quem disse que mulher precisa de muito para ser feliz se enganou completamente.

A gente só precisa de um punhado de amigas loucas, um amigo viado, um bom cabeleireiro, uma manicure que não faz bife, uma boa massagista, um bom CD no carro, uma sapateira grande, um rayban, um cartão de crédito sem limite, um barman, um show da nossa banda preferida e um colchão com molas.

não necessariamente todos na mesma hora se não vira zona.
O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor

Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite

Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for

Meus pés estão no chão.

E quando eu acho que consegui esclarecer as coisas, coisas essas que já haviam sido deletadas da minha memória seletiva, diga-se de passagem, deixar tudo "preto no branco", colocar o "pingo nos i's" e mais todos os outro ditados que existem... Não.
Não sei mais o que falar, nem argumentar.
A verdade já foi dita e espero que minhas palavras atinjam o lugar esperado e tomem o rumo certo. Porque a verdade é que eu não quero mais remoer isso.

Uma coisa eu aprendi:
"Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas as suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim."

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Eu nunca vou entender.

Eu sempre estive pronta pra começar algo, pra tomar um café de verdade, pra passear de mãos dadas no claro, pra poder te apresentar ao sol sem receber mensagens de gente louca ou olhares curiosos, pra escutar uma piada nova. Eu nunca vou entender. Eu nunca vou saber porque a vida é assim. Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais.
Você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um mundo pra chamar de meu.

Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

E que um pouco de verdade seja dita.

Mas a lição que eu aprendi nesses dias é que não vale a pena consertar um carro pela décima vez. É mais fácil comprar um novo e fim de papo. Afinal, eu bem que tentei consertar meu relacionamento com todas essas pessoas e só ganhei mais e mais poses e menos e menos verdades. Ainda que doa deixar pessoas morrerem, se agarrar a elas é viver mal assombrado.

domingo, 15 de novembro de 2009

As palavras traem o que a gente sente.

Sei que você não compreende o que digo , mas compreenda que eu também não compreendo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Espelho quebrado nunca mais é o mesmo.

Para que um espelho se quebre basta que ele caia uma vez, pelo menos na maioria das vezes. Já tentou reparar um espelho quebrado?! Eu já. Comprei cola especial e pacientemente juntei os cacos um por um com o máximo de paciência e precisão que pude. Até que o arranjo ficou razoável, mas apesar do meu esforco o espelho nunca voltou a ser o que era. O problema é que o lugar da colagem me incomoda, tanto esteticamente, pois o espelho perdeu o aspecto plano e reto refletindo a sua imperfeição na minha própria imagem, quanto misticamente, pois a impressão de passagem mística entre dois planos se perdeu com a realidade trazida pela rachadura. Além disso a estrutura do espelho ficou obviamente comprometida, a longo prazo pelo menos.

Com o corre-corre do dia a dia, acabava esquecendo da rachadura, mas não importa, podia passar o tempo que fosse ela continuava lá e vez por outra voltava a me incomodar. Reparar um espelho nao é fácil. Na antiguidade bastaria forjar as partes da superfície de bronze que servia de espelho e poli-las até a rachadura da colagem desaparecer, mas hoje em dia não dá para fazer isso devido a composição do espelho que envolve uma camada de prata, alumínio ou málgama de estanho depositada quimicamente sobre a face posterior de uma lâmina de vidro. Isso significa que quando seu espelho quebra você tem duas opções: ou o conserta e se conforma com o fato de que as "cicatrizes" no espelho nunca vão desaperecer ou compra outro. O problema é quando a única opção que lhe resta é a primeira, aí se aprende rapidamente que um espelho liso não tem preço.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

“Olha, eu garanto para você que existirão tempos difíceis. Eu garanto que algumas vezes, um ou os dois vão querer sair fora. Mas eu também garanto que se eu não pedir para você ser meu, eu vou me arrepender para o resto da minha vida, por que eu sei, no meu coração, você é a pessoa certa para mim.”

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

harry: Eu te amo.
sally: Como você espera que eu responda isso?
harry: Que tal que você me ama também?
sally: Que tal eu estou indo embora?
harry: O que eu disse não significa nada para você?
sally: Sinto muito, harry. Eu sei que é véspera de ano novo. Eu sei que você está se sentindo sozinho, mas você não pode aparecer aqui, dizer que me ama, e esperar que isso faça tudo ficar bem. Não funciona deste jeito
harry: Então como funciona?
sally: Eu não sei, mas não deste jeito.
harry: Que tal dete jeito? Eu amo que você fica com frio quando está 32 graus lá fora. Eu amo que você demora uma hora e meia para pedir um sanduiche. Eu amo quando você fica com uma ruguinha acima do seu nariz quando você olha para mim, me achando louco. Eu amo quando depois de passar o dia com você, eu ainda sinto seu perfume em minhas roupas. E eu amo que você seja a última pessoa que eu queira ver à noite antes de dormir. E não é porque eu estou sozinho. E não é por que é ano novo. Eu vim aqui esta noite, por que quando você percebe que quer passar o resto da sua vida com alguém, você quer que o resto da sua vida comece o mais rápido possível.
sally: Você vê?. Isso é tão você harry. Você diz coisas deste gênero, e fica impossível eu odiar você, e eu ODEIO você, harry. Eu realmente te odeio. Odeio você.

A realidade irrita.

A realidade é um bêbado jogado no chão, até que alguém bata na minha porta e prove o contrário. É a unha que descascou logo que você saiu do salão toda feliz. É o barulho insuportável do telefone quando está descarregado.
A realidade das coisas realmente me irrita.
Talvez isso mude. Talvez você entre na minha casa sem tocar a campainha e me seqüestre de uma vez. Talvez você resolva segurar a minha mão, assim, ofegante, pra nunca mais soltar.

... Ou talvez eu só precise de férias, um porre e amor.
Esfregando o ego no asfalto.

- Você me despreza, não é?
- Se eu pensasse em você, provavelmente o desprezaria

As coisas são como são, na hora certa.

Já descobri que se você evitar a vida, ela acontece do mesmo jeito. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem ter para onde correr, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei, olhei no espelho e vi quem realmente pode me fazer feliz.
muita coisa ainda está por vir, muita coisa ainda vai mudar,
só espero que daqui pra frente ...

domingo, 8 de novembro de 2009

Eu sei, mas não devia.

   Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
   A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
   A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
   A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
   A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.  A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
   A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
   A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
   A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
  A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
   A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Emoção x Razão

Vi na TV, recentemente, um psicólogo dizendo que a mulher demora mais pra terminar um relacionamento, mas quando faz, é porque já tentou de tudo. Já deu chance, já perdoou, já pediu pra mudar, já mudou, já fez e aconteceu e nada mudou. Já os homens têm mais facilidade em jogar tudo pro alto. Porém, na maioria das vezes, eles voltam atrás.
Se isso é verdade, eu não sei, mas eu, particularmente, ando mais adepta da razão. Nós, mulheres, somos mais tolerantes. A gente fica em casa enquanto o namorado vai beber com os amigos. A gente fica em casa enquanto ele vai jogar futebol. A gente fica em casa enquanto ele viaja a trabalho. Mas, enquanto a gente tá em casa, a cabeça pensa, dá voltas, procura uma saída. A cabeça pesa e vai cansando... A cabeça põe na balança os prós e os contras. Enquanto ele grita, a gente fica muda. E pensa, e cansa.
Dizem que a mulher é mais emoção, mas, me desculpem. Quando decidimos algo importante na nossa vida, somos só razão. E a razão demora. Pensa. Repensa. Pesa. Calcula. Avalia. A razão dá chance. Acredita na mudança. A razão faz a gente mudar. A emoção é toda atrapalhada. A emoção sai batendo a porta. A emoção grita. Xinga. Esperneia. Faz pirraça. Chora. A emoção põe tudo a perder no momento errado. Mulher é muito assim. Emoção pura ao longo do caminho. Mas a gente sabe que, quando a decisão é séria, a coisa precisa ser pensada. E a gente não põe tudo a perder à toa. Quando damos a cartada final é porque não há mais nada a perder. A gente já olhou por todos os ângulos, já fez os cálculos de todas as probabilidades disso dar certo e concluiu que não dá. A gente vai sentir falta. O domingo à noite vai ser foda. Vai doer pensar que ele vai ser de outra... Vai doer pensar que, duas pessoas, que viveram um amor tão intenso já não mais possuirão qualquer tipo de contato, sabe-se lá se lembraram das coisas que passaram juntos. Lembranças de uma tarde de sol e muito calor serão interradas assim como todos aqueles planos de uma família, uma casa, trabalhando juntos... Vai doer recordar os passeios, os lugares, as músicas, as fotos e os presentes. Vai doer recordar aquelas tardes gostosas jogadas em qualquer lugar da casa, rindo, brincando, ouvindo música... Vai doer saber que ambos já não compartilham mais do mesmo amor, dos mesmos lugares e mesmos amigos. Saber que o "Quero que dure para sempre" já não é mais desejado. Saber que ambos desistiram um do outro para seguir em busca de um outro amor, com uma outra pessoa que jamais imaginaram que iria entrar nas suas vidas e causar tal sentimento tão inesperado a ponto de lhes fazer jogar tudo para o alto e seguir um novo rumo. Somos assim. Somos movidos pelo sentimento que mais nos traz prazer de viver, sobretudo, pela pessoa que no momento está nos proporcionando esse sentimento... Largamos tudo, fazemos loucuras só pela sensação de se sentir "vivo". Não nos importamos de mudar de pessoa, desde que ela nos proporcione aquele tal tão desejado sentimento. Isso soa como se usufruíssimos de alguém por um determinado tempo, até que apareça alguém melhor... Mas de certa forma, é mais ou menos assim que funciona. Não é? Ainda espero pelo cara que me prove o contrário.
Mas tudo isso a gente já pensou antes do ato. Nada disso vai ser mais difícil do que continuar no relacionamento, eu acho. Relacionamentos são pra deixar a gente mais feliz. Estou falando de rolo, namoro, casamento. Se veio mais um pra ficar com a gente, é pra somar. Se tá dando dor de cabeça, se tá pesado, se tá sofrido, se tá fazendo mal, melhor sem ele. Um namorado me disse, certa vez, que não estava feliz comigo. Achei justo que terminássemos. A última coisa que quero, no mundo, é fazer alguém infeliz. Se já não é fácil agüentar a própria infelicidade. Agüentar a dos outros é quase impossível. Já fui só emoção. Daquele tipo de mulher que desliga telefone na cara, depois liga de novo (a doida, né?!). Que fala, grita, xinga e chora ao mesmo tempo. Nada que uma dose cavalar de razão e cabeça fria não resolvam...
Hoje, deixo as coisas pra resolver depois. De cabeça fria, a gente pensa melhor e corre menos risco de fazer merda.
Hoje, depois de ter dito muita coisa que magoou muita gente e ter ouvido muita coisa que me magoou, eu penso antes de falar (Ou vou tentar...)
Eu respiro fundo e conto até cem mil se precisar. A palavra dita não tem volta. A ferida que ela causa fica pra sempre. Então, hoje, prefiro ser mais razão e menos emoção. Prefiro demorar pra tomar decisões, mas fazer a coisa certa...


Posso te garantir que o verão solitário vai me deixar mais mulher, mais leve e mais bronzeada e que, depois de sofrer muito querendo uma pessoa perfeita e uma vida de cinema, eu só quero é ser feliz de um jeito simples.
Hoje o céu ficou bem nublado, mas depois abriu o maior sol...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tudo Acontece em Elizabethtown

"- Nós somos pessoas substitutas.
- Você não merece ser substituta de ninguém. Você merece um cara que te diga: Eu não consigo imaginar meu mundo sem você!"

"[...] Eu, que não ia tocar no assunto, vou. Aquilo que você me disse, não é bem assim. As pessoas só enxergam a casca. Não sabem a verdade, o que passa na alma, o que fica preso no osso. Pareço, só pareço. Não sou. Cometo cada asneira que me espanto. Como consigo torná-las tão secretas, é o que me pergunto. Um dia vão descobrir a fraude. Eu, um blefe. Uma invenção de mim mesma que colou. Eu chamo isso de fracasso. Não importa que você e os outros não concordem. Pro fracasso não é preciso público. Basta que o fracasso reconheça-se como tal e mergulhe no ralo de sua existência. [...]"
pior do que ele não ter ligado para dormir com você, foi você ter dormido com o celular esperando que ele ligasse...
Ei, faz o favor de vir logo, porque o quando você demora dói muito. Só te peço uma coisa: Só vem se é isso que você quer, se sou eu quem você quer.
Vem agora então. Se assim for, deixa eu te abraçar, ser brega, clichê, carente e pedante... Deixa eu brincar de me sentir viva.
Tenta entender as minhas palavras, porque eu não sei escrever de outro jeito e nem tenho certeza se quero saber. Eu sei falar assim, desse jeito, de mansinho, devagar, sempre pedindo mas nunca mandando. Tenta entender, que apesar de tudo isso que eu disse, eu quero tudo devagarzinho, eu quero que você venha, hoje, amanhã e cada dia de cada vez. não quero jogar com você e não quero suas promessas, eu não sei fazê-las.
Enfim, se você estiver por aí, bem disposto, por favor passa aqui em casa e me leva pro resto da minha vida?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009