Mas tenho de ser sincera, parece realmente nobre, romântico e dramático sentir uma saudade enorme, ficar com o coração partido, por saber que o homem que você gosta não pode ser seu neste momento. E que você se dispõe a esperar por esse cara porque oque sente por ele é uma paixão muito grande e profunda (é claro que o que eu sempre sentia parecia tão grande e tão profundo exatamente porque todos eles não podiam ser meus, truque antigo! Freud explica). Mas para conseguir se livrar disso, é preciso que o tédio se instale, oque mais cedo ou mais tarde sempre acontece.
Você se aborrece de ter sempre menos do que merece, menos do que aquilo que deseja, e aí você resolve não brincar mais com os seus sentimentos pois percebe que há coisas na vida pelas quais vale a pena lutar até o fim, e algumas que devem ser abandonadas no meio do caminho.
Resolve se doar somente para aquilo que acredita que vale a pena simplesmente porque ficou entediada. Entediada com o mesmo tipo de sentimento repetido, história repetida e final repetido... É quase que um círculo vicioso. Um amor platônico, quem sabe?
E quando você consegue quebrar a tradição e conseguir finalmente a pessoa que tanto almejou, vê-se derrotada e cansada pela longa caminhada em busca do tal sentimento que tanto desejava: Reciprocidade.
E quando isso acontece, o que fazer? O que fazer quando se vê frustrada, e com forças insuficientes pra continuar um relacionamento em que ainda há muito amor, mas acima de tudo, insegurança? O que fazer quando qualquer coisa passa te atingir, aumentando a sua insegurança e tornando a sua vulnerabilidade cada vez maior?
Eu ainda espero por uma solução de Freud nessas horas...