sábado, 30 de janeiro de 2010

Seria tão bom…

sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse, alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito, mas feito pra mim.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Preciso das suas mãos quentes. Do seu colo, meu lugar, pra eu descansar. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo: quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não quero saber onde você mora, desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha, quero saber se ganha o dia quando está comigo. Você não vai me ver mentir. Eu não aguentaria mentir sobre você por um segundo. Não me faça mentir e dizer que não te quero. Não me obrigue a jogar. Não me obrigue a dizer não quando eu quiser dizer sim. Não me faça tirar você da minha vida porque meu coração acelera quando você me liga. Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se amanhã vou virar só mais uma. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Não me faça ter que aprender a viver a vida sem você, porque eu não quero. E se você quiser, de verdade, você não vai cair.
Porque eu soltei o mundo, pra segurar a sua mão.

Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido as verdades que insisto em dizer brincando;

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eles dizem que amor de verão acaba, mas às vezes o que começa com algo pequeno, pode levar a algo real. Uma simples viagem à praia pode ser o preciso para limpar nossa cabeça e abrir nosso coração, e escrever um novo final para uma antiga história. Tem aqueles que são queimados pelo calor. Eles só querem esquecer e começar de novo, enquanto tem outros que querem que cada momento dure para sempre. Mas todos concordam em uma coisa: bronzeamentos desaparecem, clareamentos escurecem e todos ficamos de saco cheiro de areia em nossos sapatos. Mas o fim do verão é o começo de uma nova estação, então, nos encontramos olhando para o futuro.
E você ainda não viu nada...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Querido Papai Noel,

                                  

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Apesar de eu não ter sido uma mocinha muito comportada esse ano, eu resolvi apelar e escrever essa mísera cartinha, sabe como é né? A vida não tem sido muito generosa e pra sobreviver a isso somente com uma boa dose de fantasia e outra de solidariedade – dizem que esse é seu forte.
Vamos lá, eu confesso: fui egoísta, falei palavrão, desejei mal, briguei com meus pais e até menti, feio não é? Eu sei, eu sei, Papai Noel, eu deveria ter sido boazinha, mas resolve algo se eu falar que de tudo isso, só fiz mal a mim mesma? O senhor consegue perdoar sabendo que errei tanto e só doeu em mim?
Então, se o senhor chegar até aqui, acho que é porque resolveu me dar uma segunda chance... e aí vai se perguntar, o que uma menina crescida quer de Natal? O que leva a escrever uma carta, colocar no correio e torcer pra me ver passar no trenó? Eu vou dizer.. eu quero eu!
Difícil? Ahh, vai..dá um jeitinho e me embrulha pra presente, por favor? O senhor consegue, a minha mãe diz que é só a gente acreditar. Desejo ser mais honesta comigo mesma, desejo saber ver a vida das pessoas continuarem e suportar a ideia de que elas podem e devem ser felizes sem mim, desejo não me sentir mal quando eu disser basta para alguma situação que me traz desassossego. Eu quero acreditar mais em mim e menos nas pessoas, ser feliz sem me sentir culpada por isso, saber a hora que devo recolher e a quando escandalizar. Ser somente eu, mesmo que eu não tenha certeza de amanhã!
O senhor consegue encontrar tudo isso até esse Natal? Eu vou sentar na janela e esperar o senhor passar, heein... Mas, Papai Noel, se não tiver como.. então, só me faz um favor... me dá um ano inteirinho e novinho pra eu me encontrar?

sábado, 19 de dezembro de 2009

O tempo passou…

E eu mudei. Mudei porque amadureci. Mudei porque passei por tantas e tão diversas experiências, que consegui aprender com meus próprios erros. Mudei porque me decepcionei com amigos. Mudei porque me decepcionei com amores. mudei porque conheci pessoas tão especiais que fui capaz de me inspirar por elas e me espelhar nelas para me tornar uma pessoa diferente.
Talvez uma pessoa melhor.
O tempo passou, eu mudei e nem tudo, nem todos, me acompanharam.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

(buscando o ponto de equilíbrio).

-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Não vamos cair em clichês do tipo “Quem veio primeiro? O ovo ou a galinha?" "Qual a origem do universo?” Porque as pessoas tentam explicar coisas tão patéticas quando não sabem sobre suas próprias vidas? Porque você se importa tanto com os outros e não pensa em mais você? Qual o problema desses seres-humanos? Iguais a você, iguais a mim…

Bem vindo a "Dança dos encéfalos malucos", ao patético espetáculo da vida. Você tem opções: Ser o expectador ou o protagonista. Qual a sua escolha? Eu fiz a minha.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Todo drama é bem vindo.

Incorpore um nome duplo, assuma a lágrima recorrente nos cantos dos olhos, mantenha a testa enrugada e o choro preso na garganta. Fale o que está engasgado, de preferência para toda a vizinhança, na porta de casa e aos gritos. Mas se resolver guardar sentimentos, fale sozinha: conte para o espelho todas as suas aflições de vida sofrida. Desconfie sempre do seu amante, que é também amante de outra, que tem ainda uma família para criar e não assume a tão bela felicidade de vocês. Ele prometeu, sim, mas no fundo você sabe que esse romance não dará em nada e só restará aquele amigo feinho e gago que faz tudo por você.
Amores platônicos, incertezas, angústias, vontades de parar de andar enquanto se estar atravessando a rua, medos de se jogar sem querer do viaduto... Muito mexicana essa vida, muita intensidade, muito momento, sobra pouco pra amanhã. O que vem depois só deve interessar depois.