quinta-feira, 29 de março de 2012

Scars are souveniers you never lose

odeio por sempre ter razão
odeio quando mente
odeio quando me faz rir
e mais ainda quando me faz chorar

odeio quando não está perto
e quando não me liga

Mas mais que tudo,
odeio o fato de não te odiar por inteiro.
Tá certo que nos momentos de crise é que se cresce. Mas eu já estou batendo com a cabeça no teto.

o que eu queria ouvir

Quero que você esqueça
Tudo ouviu de mim
Exceto o que lhe fez sentir-se bem e amada

Quero amor que sinto por você fale por si mesmo
Para que eu não precise admitir a profundidade desses sentimentos
E dizer essas palavras
Mas se for necessário, então é o que farei
Sem medir o efeito

Quero que você olhe para mim
E responda a pergunta
Ou confirme seu desejo e sentimento
Não quero demorar muito
Descrevendo o que sinto
Pois isso pode levar tempo
Mas a sua resposta
Se faz necessária para mim

Mas o que realmente desejo
Está em suas mãos
Em sua mente
Em seu rosto
Em seu corpo
Em seu amor eterno
E se eu pudesse, apagaria tudo. Cada momento de espera, de angústia, de incerteza, de dor, sofrimento... de mágoa.
Cada momento em que fui surpreendida por mais um erro teu. Mais um.
Momentos esses em que mais uma vez, me desvincilhei do meu próprio eixo e passei a agir em defesa dos teus atos.
Deixei de viver por mim. Deixei de viver pelas minhas escolhas.
E hoje, por fim, me tornei essa pessoa redundante e traumatizada, sentimentaloide, inconstante... torturante.
Ódio.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

“Amanhã fico triste… amanhã!

Hoje não… Hoje fico alegre!

E todos os dias, por mais amargos que sejam, eu digo:

Amanhã fico triste, hoje não…”

(Poema encontrado na parede de um dos dormitórios de crianças, do campo de extermínio nazista de Auschwitz)
"Fico sempre perturbado com as mulheres demasiado bonitas, nunca sei se são para ser olhadas ou evitadas, contempladas como merecem ou deixadas em paz, porque aquele dom não é culpa que se carregue para devassa alheia."

No teu deserto
Miguel Sousa Tavares
"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas as coisas que me fascinavam e que no fundo,
sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?"