quinta-feira, 11 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Temos uma forma de lavagem cerebral em nosso país. Repete-se uma coisa constantemente, por aqui: “Consumir é bom”. Nos fazem acreditar que temos de estudar, trabalhar e ralar a vida inteira para sermos consumistas de primeira. Engolimos uma porção de propagandas na televisão que nos abduzem a querer sempre o mais caro, o mais popular, o melhor. Nos fazem crer que quanto mais dinheiro tivermos, mais felizes seremos, mais produtos consumiremos. Mais posses é bom. Quanto mais consumo, melhor. Repetimos isso e nos repetem isso constantemente, até ninguém sequer cogitar a pensar em ser diferente. O cidadão comum fica tão zonzo com tudo isso que perde a perspectiva do que é verdadeiramente importante. Em toda parte por onde andei, conheci pessoas querendo abocanhar alguma coisa. Abocanhar um carro novo. Uma nova propiedade. O brinquedo mais recente. Depois que abocanham, precisam contar aos outros: "Sabe o que comprei? Adivinhe o que comprei!"
Sabe como sempre interpretei isso? São pessoas tão famintas de amor que aceitam substitutos. Abraçam coisas materiais e ficam esperando que essas coisas retribuam o abraço. Nunca dá certo. Não se pode substituir amor, ou suavidade, ou ternura, ou companherismo, por coisas materiais.
Dinheiro não substitui ternura, poder não substitui ternura. Quando mais se precisa dos sentimentos que nos faltam, nem dinheiro nem poder nos podem dá-los, não importa quanto dinheiro nem quanto poder possuímos.
Tem havido enorme confusão neste país quanto áquilo que queremos, em face do que precisamos. Precisamos de alimentos, e queremos um sorvete de chocolate. Precisamos ser honestos com nós mesmos. Ninguém precisa do último carro esporte, ninguém precisa daquela casa maior. Essas coisas não trazem satisfação. Sabe o que realmente traz satisfação? Oferecer aos outros o que temos para dar. Parece conversa de escoteiro. Mas não falo de dinheiro, falo de tempo útil. Do interesse por outros. Demonstrar-se verdadeiramente interessados naquilo que os outros tem a nos oferecer, a lhe contar. Serve contar-lhes ou ouvir histórias. Não é tão difícil. Achar um sentido para a vida… Dediquemos-nos a amar a outros, dediquemos-nos à nossa comunidade, empenhemos-nos em criar alguma coisa que dê sentido e significado à nossas vidas. Notou que não se fala aí de salário?
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Você percebe que há algo muito errado com você quando, depois de deitada, com a luz apagada, levanta, pega uma caneta e um caderno e recupera um antigo hábito há muito tempo esquecido.
Percebe que sua mente não a deixa descansar e, mais do que apenas pensar, você precisa escrever. Colocar tudo em um papel. Como um ritual de santificação, para encontrar a paz e cair nos sonhos.
Percebe que a mente não pára. Dúvidas e questões sobre todos os tempos verbais possíveis. Percebe que, assim como a mente, você não quer parar. A ansiedade te consome.
Ansiedade não somente para escrever um texto no meio da madrugada. Ansiedade de viver, de não conseguir esperar o amanhã. Percebe que a ansiedade é tanta que te corrói segundo por segundo. Que não te deixa parar nem para executar uma única tarefa. E são tantas as coisas acontecendo, tantos anseios, desejos, vontades. Tanto tudo. Tantas descobertas, livros, novos hobbies, estudos, sonhos, tarefas, consequências.
A mente não pára e a ansiedade não a deixa começar, continuar ou acabar nada. A mente é isso. É caos.
Aí vêm a vontade de tentar driblar a ansiedade, dando a mão para a organização. Listas e mais listas. O ser humano depende de suas listas. Dribla o caos. Ela reje, ou tenta, seu destino. Os próximos passos. Ela te prepara para dias. Ela te dá paz para dormir. Por maior que seja, por mais tempo que dure para realizá-la, está tudo anotado. Não tem erro. Mesmo que um ítem atropele o outro. O impeça. O atrase. Por mais que você saiba que metade dos afazeres não sairão do papel, dos sonhos não irão se realizar, eles estão ali verbalizados, escritos. Marcados. Te trazem a paz. Pelo menos nessa noite, tudo vai ficar bem.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Eu sofro por antecendência e se alguém quiser um conselho eu digo:
Tente não sofrer . Não pense muito se vai se decepcionar hoje, daqui a uma semana ou daqui a um ano. Não pense muito em como isso vai acontecer, se vai acontecer. Não se culpe se algo saiu fora do esperado, nem se todos seus planos do futuro darão certo. Se quer me escutar eu digo: Erre. Erre quantas vezes for preciso, faça escolhas erradas se for necessário para encontrar o caminho certo depois.
Dê sua opnião mas aceite que nem todos pensam como você e que cada mente é um mundo diferente. Entenda que por mais que sua intenção seja a melhor de todas, ninguém vai ser obrigado a fazer algo do jeito que você acha certo. Não faça das suas experiências base para que o outro viva a sua vida, não é porque aconteceu algo com você que acontecerá com o próximo. É, pode acontecer, mas deixe que o outro viva isso pra poder descobrir do seu jeito. Você pode ser bom o suficiente para não querer ver alguém sofrer, mas entenda também que o sofrimento faz parte da vida e nos ensina como agir e como lidar com a vida daquilo por diante. Não viva de expectativas, viva conforme as oportunidades que são oferecidas. Dance conforme a música ou se preferir mude o disco. Só não deixe de viver. Ninguém pode prever o que vai acontecer e isso é uma das poucas surpresas que estamos sempre vuneráveis a ter. Esperar demais o inesperado faz com que as frustrações sejam bem maiores. A gente entra nessa vida sem garantias nenhuma, não precisamos se apegar tanto a idéias e idéias. Nenhuma vida é melhor do que a sua, nenhuma experiencia é mais válida do que a própria, nenhum erro é mais importante que o seu.
Quer saber? Não pense muito no que pode acontecer, viva e deixe viver.
"Uma das virtudes da vida é poder vivenciar e aceitar cada momento nosso, independente dele ser negativo ou positivo."
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Essa entre-safra de verão é tipicamente brasileira. Quero dizer, essa "pausa" na vida de todo mundo entre natal e carnaval. As coisas andam devagar mesmo. Muita gente de férias, pouca esperança de "alguma coisa importante rolar", causadas principalmente pelo fato de todo mundo pensar assim. Como se fosse uma verdade, do tipo: no inverno faz frio. No verão faz calor. Quase tão óbvio e verdadeiro quanto "entre natal e carnaval nada de importante acontece" (tirando os novos relacionamentos afetivos, estimulados por ondas de calor e consequentemente impulsos reprodutivos extra). Voltando: enquanto no hemisfério norte o ritmo humano agora retarda naturalmente inverno a dentro, por aqui, desfrutamos do ápice da energia solar, a todo o vapor, iluminando-nos a 90 graus com a mais poderosa energia que traz a óbvia abertura de possibilidades que todas as espécies percebem e desfrutam... menos nós. Porque a incontestável verdade "entre natal e carnaval nada de importante acontece" repercute dentro de nós e nos impede de levar as coisas a sério. Quem nasceu primeiro: o ovo, a galinha, a auto-sabotagem ou a preguiça, eu não sei. Mas o papa Gregório XIII nasceu em 1502, na Itália.
As datas desse calendário que a gente vem seguindo nos últimos 500 anos foram inventadas por um senhor do alto clero chamado Gregório. As datas do calendário gregoriano são completamente desvinculadas de qualquer ciclo natural. Claro, um ano é o tempo que a terra leva para dar uma volta completa em torno do sol. Mas como se divide esse ano? 12 meses? O que são meses afinal? E semanas? O papa que inventou arbitrariamente essa confusão poderia ter facilitado um pouco a nossa vida ao nomear o NONO mês de NOVEmbro e não SETEmbro. E que tal DEZembro ser o décimo mês ao invés do décimo segundo, assim como o oitavo poderia se chamar outubro e não agosto. Mas agora já foi. O pessoal podia ter reclamado na época, mas provavelmente eles cortariam a cabeça de quem se atrevesse.
Antes, muito antes, os ciclos da lua é que mandavam na coisa toda. O calendário, ou seja, a contagem do tempo, era sincronizada com a natureza (nada mais justo, já que somos parte dela, não?).
A lua está cheia hoje e já está tarde, por isso vou dormir. Ando com preguiça disso aqui, porque vocês sabem... entre natal e carnaval...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Seria tão bom…
sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse, alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito, mas feito pra mim.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Preciso das suas mãos quentes. Do seu colo, meu lugar, pra eu descansar. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo: quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não quero saber onde você mora, desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha, quero saber se ganha o dia quando está comigo. Você não vai me ver mentir. Eu não aguentaria mentir sobre você por um segundo. Não me faça mentir e dizer que não te quero. Não me obrigue a jogar. Não me obrigue a dizer não quando eu quiser dizer sim. Não me faça tirar você da minha vida porque meu coração acelera quando você me liga. Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se amanhã vou virar só mais uma. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Não me faça ter que aprender a viver a vida sem você, porque eu não quero. E se você quiser, de verdade, você não vai cair.
Porque eu soltei o mundo, pra segurar a sua mão.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
E você ainda não viu nada...